Saga "Harry Potter" tem desfecho épico

Segunda parte de "Harry Potter e as Relíquias da Morte" promete surpreender, comover e tirar o fôlego do fãs da saga

Nathalia Ilovatte, iG São Paulo | 08/07/2011 14:08

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Foto: Divulg.

O filme explica os pontos que ficaram em aberto e o desfecho dos romances que estavam no ar antes da batalha final

Depois de dez anos, sete sequências e algumas críticas dos fãs da obra original de J.K. Rowling, o desfecho cinematográfico da saga “Harry Potter” poderia desapontar as altas expectativas do público ao mínimo deslize. Mas a conclusão da história do “garoto que viveu” surpreende positivamente, comove, entristece e tira o fôlego.

A parte 2 de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” começa com gosto de final trágico. A cena de Voldemort encontrando a Varinha das Varinhas é sucedida por um rasante em Hogwarts acinzentada e sombria, rodeada por comensais da morte, em uma cena embalada por uma canção semelhante a um lamento. Em um dos primeiros diálogos, quando Harry pergunta ao duende Grampo como ele está e ouve em resposta apenas um nada apaziguador “Vivo”, é dado o tom de todo o filme.

Harry, Hermione e Ron precisam encontrar as demais horcruxes – que eles não sabem onde estão – e descobrir como destruí-las para que, então Harry possa derrotar Voldemort. Mas, até que todos os feitos sejam concretizados, com êxito ou não, outros pequenos desfechos acontecem, e alguns pontos desamarrados são explicados.

Por que Severo Snape traiu Alvo Dumbledore e quem estaria por trás de pequenos auxílios como o aparecimento da espada de Grifinória são algumas das questões que ficaram em aberto nos últimos filmes, e elas são explicadas de maneira plausível e surpreendente na adaptação cinematográfica.

Além disso, alguns romances entre alunos de Hogwarts que estavam no ar há tempos finalmente passam do âmbito platônico para a realidade. São esses momentos de beijos e reencontros que dão leveza a um filme com cenas de devastação, mortes trágicas e personagens importantes feridos. O diretor David Yates não teve a menor intenção de poupar os fãs, e as cenas conseqüentes aos conflitos são dramáticas, pesadas e prometem arrancar muitas lágrimas dos espectadores.

Os efeitos especiais de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” também impressionam. Além dos ataques a Hogwarts serem produzidos com uma precisão capaz de chocar quem acompanha a série desde o início, por mostrar a escola desmoronando pouco a pouco na batalha final, algumas cenas menos importantes receberam a mesma atenção dos produtores. O vôo desajeitado do dragão que guardava os cofres de Gringotes ao ser libertado dá a impressão de que, de fato, eventualmente alguns dragões ucranianos saem cambaleando por entre prédios na vida real.

Foto: Divulg.

Os efeitos especiais do filme também prometem impressionar o público

Na última parte de “Harry Potter”, todos os personagens chegam ao próprio ápice. Até os meio desacreditados, como Neville Longbottom, o garoto assustado e desmemoriado, têm o momento de brilhar com atitudes grandiosas e definitivas. Cada um dos alunos de Hogwarts, professores e pais, mesmo aqueles que pareciam ter se perdido pelo caminho, acabam se tornando fundamentais para que a saga do bruxo Harry Potter tenha seu desfecho. E, a partir de 15 de julho, vão deixar saudade.
 

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