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16/06 - 17:17hs

Gostar de homem ou mulher está escrito no DNA?
Estudo mostra semelhanças entre os cérebros de mulheres héteros e gays, e de lésbicas e homens héteros

Da redação

Já faz muito tempo que os cientistas discutem a origem da orientação sexual humana. Algumas teorias dizem que a genética influi na preferência sexual, e que portanto as pessoas já nascem hétero ou homossexuais, mas esse tal gene nunca foi encontrado. Outros acreditam que a orientação sexual se forma durante o crescimento da pessoa, sendo influenciada pela cultura, o ambiente e a forma de criação da criança. Também há um forte apoio pela tese do meio-termo, que defende que tanto a biologia quanto a cultura teriam influência sobre a preferência que uma criança virá a ter no futuro.

Segundo o jornal inglês The Guardian, a mais nova pesquisa sobre esse assunto encontrou semelhanças entre os cérebros de mulheres heterossexuais e homens homossexuais, e também entre homens héteros e lésbicas.  Os cientistas suecos que realizaram o estudo descobriram que os gays e as mulheres héteros têm cérebros simétricos, ou seja, o lado esquerdo e o direito são do mesmo tamanho. Já as lésbicas e os homens héteros têm o lado direito maior.

A ciência já comprovou que o antigo preconceito de que os homens dirigem melhor tem base na realidade: é consenso que os homens são melhores na compreensão espacial, dominada pelo lado direito do cérebro, enquanto o forte das mulheres é a linguagem. O novo estudo surpreende por aproximar, nesse quesito, os gays das mulheres e as lésbicas dos homens. Os mesmos cientistas já haviam descoberto que mulheres homossexuais e homens héteros ganhavam dos homens gays e mulheres héteros em testes espaciais, mas perdiam em testes de fluência verbal.

A neurobióloga Ivanka Savic, que liderou o estudo, avisa que suas descobertas não permitem dizer se as diferenças cerebrais são a causa da orientação sexual, ou uma conseqüência dela: “As diferenças podem aparecer durante o desenvolvimento do cérebro no útero, ou só surgir depois do nascimento, embora também haja uma grande chance de ser uma combinação dos dois”, disse ela ao Guardian. Ou seja, ainda não se sabe se nós já nascemos com nossas preferências sexuais, ou as desenvolvemos durante a vida. Para tentar responder a essa pergunta, a equipe da Dra. Savic já começou outro estudo, observando a simetria dos cérebros de recém-nascidos, para testar se ela permite prever a orientação sexual futura.


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