iG - Internet Group

iBest

brTurbo

meninos

07/06 - 12:00hs

A tal da química
O que é essa famosa reação de que todo namoro precisa? Os apaixonados opinam

Paloma Lopes

Primeiro os olhos se encontram. Em seguida, as mãos suam. Daí o coração dispara, a barriga gela, a base na coluna arrepia e as palavras somem. Quem nunca se sentiu com alguns – ou todos – destes sintomas, que atire a primeira pedra! Quando nos apaixonamos, o corpo libera uma série de substâncias que provocam as reações mais diversas. Uns ficam tímidos e desajeitados, outros ficam falantes e desinibidos, mas a verdade é uma só: de um jeito ou de outro, ninguém está imune aos sintomas decorrentes de uma certeira flechada do Cupido.

Passado o tempo da paquera, chega a hora do contato. Nome, idade, onde estuda, enfim, é hora de conhecer o outro. Tudo parece interessante, os santos aparentemente “batem” e rola, então, o primeiro beijo. E uma ducha de água fria! E se não há aquela famosa “química” na hora do “vamos ver”? Aliás, o que vem a ser essa tal de química que todo mundo insiste em dizer que há ou não há com o casalzinho que protagoniza a novela das oito?

“Química pra mim é um beijo bem apaixonado, um encaixe de corpos e também de interesses. É alguém entender os meus simples gestos, é me deliciar com o perfume dela, é levá-la a um lugar desconhecido e ambos gostarem do programa”, define o estudante de Publicidade James Moro. Segundo ele, um casal sem química é muito desestimulante. “Já vivi isso e te digo que é mesma coisa de assistir a um filme sem áudio ou estar na praia sem sol. É algo triste e cinzento porque você não vê a hora de se distanciar da pessoa e acabar logo com a relação”, explica. E completa: “a química não é só sobre o que há em comum com o outro, mas também com as diferenças. E quando não flui, o jeito é terminar mesmo, pois quando um não quer, definitivamente não rola”.

O estudante, que namora há cinco meses, conheceu a amada em uma sala de bate papo na internet. “Mesmo antes de conhecê-la pessoalmente, já estava completamente apaixonado. Passávamos noites e noites conversando. Mas na hora em que marquei o encontro, é claro que tive medo de que não fosse tudo aquilo o que eu imaginava, que não rolasse química, pois já havia em acontecido antes de fazer uma amizade virtual e depois sequer conseguir conversar com a menina, pois ela era praticamente muda”, lembra.

Mas com Danielle a coisa foi diferente. “Marcamos de nos encontrar na livraria de um shopping, e quando cheguei meio de mansinho, tapei os olhos dela com minhas mãos. Estávamos tímidos, mas como sou muito brincalhão e ela muito comunicativa, logo depois a sensação era de que nos conhecíamos há muito tempo”, comenta. Desde então, o casal não se desgrudou mais. “Sempre tive a sensação, mesmo antes de encontrá-la pessoalmente, de que ela é a mulher da minha vida. É inteligente, bonita, me fascina e tem aquilo o que, pra mim, é essencial quando o assunto é química do relacionamento: Danielle é menina e mulher ao mesmo tempo, e isso eu acho realmente demais”, derrete-se James.

Já para o analista tributário Francisco Fernandes, química é “abraçar e sentir, na pele e na alma, que o  corpo enrolado nos seus braços é a metade que te completa”. De acordo com ele, para o relacionamento ser duradouro é importante que ambos tenham gostos semelhantes, estilos e ritmos de vida compatíveis. E completa: “não acredito que a química possa ser desenvolvida, mas sim aperfeiçoada. É claro que com o tempo acaba rolando mais afinidade, mas isso não surge do nada, tem que ter aquele sentimento anterior, ou seja, tem que ter uma química legal já no começo da relação.”

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG



Contador de notícias